E quando digo pacientes faço referência ao "sentido clínico*" (aquele que sofre física ou moralmente; doente) e ao "sentido profissional" (aquele que suporta ou sabe ouvir com moderação e sem queixa).
Não questiono o tempo dedicado por estes profissionais na sua formação acadêmica e nem ao tempo, com certeza contínuo, para que se mantenham atualizados.
Questiono a postura inerrante e inatingível de uma grande maioria de médico(a)s.
Não vou demais ou de menos ao médico.
Não sofro de Iatrofobia ou de hipocondria.
Porém, entendo que é meu direito como paciente*, visto que não sou uma cobaia, independente do número de vezes que me levem a ir ao médico, fazer todas as considerações que julgar necessárias aos comentários feitos por esse profissional.
Mas, mesmo sabendo que a medicina não é uma ciência exata - para isso a necessidade de uma anamnese detalhada e de outros exames - parece preconizado entre eles (médicos) o uso comum das palavras virose ou stresse para facilitar qualquer diagnóstico.
Sentido frequentes dores na nuca e com dificuldades para engolir, e, considerando que não tenho nenhuma formação acadêmica na área da saúde, procurei no serviço público a que tenho direito um clínico geral (profissional que em algum momento de sua formação acadêmica decidiu especializar-se em tudo ou não especializar-se em nada).
Depois de 02 (duas) horas de espera e 10 (dez) minutos de consulta o Dr. X concluiu, mesmo depois de apalpar minha garganta e identificar pequenos nódulos na tireóide e inchaço nos glânglios linfáticos, que os sintomas apresentados estavam relacionados a problemas psíquicos e me encaminhou a outro profissional: um psiquiatra.
Não vejo nenhum problema a ir ao profissional indicado, pois se os sintomas indicasse problemas cardiácos iria a um cardiologista, se gástricos iria a um gatroenterologista, se neurologicos a um neurologista, mas SE o problema esta na minha cabeça irei ao especialista em problemas psiquicos, afinal preciso saber o por que da minha cabeça esta funcionando contra meu corpo.
De qualquer forma, sinceramente, espero que o psiquiatra já tenha sido paciente* em algum momento de sua vida.