Escrever é para mim uma opção saudável, disponível e fácil para organizar as idéias, retomar os bons ânimos e fortalecer-me para continuar com a tentativa de estabelecer a pseudo aparência de normalidade que todos esperam que haja.
Antes de findar esse texto meus sentimentos terá percorrido todos os extremos das emoções. Indo e vindo numa variação absurda, cheia de contra-sensos e impossibilidades até invarialmente alcançar um estado de total condescendência, mesmo que este em nada combine com a minha personalidade.
Nesse vale de grandes proporções, nesse deserto que resseca as lágrimas mas que alimenta o entrave na garganta, até quando e quantas palavras serão suficientes para frequentes cartases?
Assumo a dependência diária, crônica e progressiva de minha mãe. Quisera poder mudar isso sem contudo faze-la sofrer.
Mas estou cansada de ser condicionada a tantas responsabilidades impostas.
Viver sobrevivendo é contradizente e falta de inteligência.
Não demora e sobreviver não será mais suficiente.
Consciência, responsabilidade, egoísmo, covardia. Palavras demasiadamente frequentes agora.
É quase inevitável estar sempre entre, no mínimo, dois caminhos.
No final desse labirinto as opções são claras e desafiadoras.
Tenho escolhas.
Posso faze-las.
Mas entre o ter e o poder fazer me deparo com o questionamento do dever e isso me limita a ação.
As referências do passado são remotas e pouco ajudam.
A realidade de agora me aprisiona.
A perspectiva de um futuro tão esperado é remota.
Desta forma parece-me que tudo e/ou quase todos que diretamente estão ou são ligados a mim esperam que eu pretira minhas aspirações, emoções e objetivos.
Tomara que nunca faltem as palavras.
(Natal, 23/01/2011)
domingo, 23 de janeiro de 2011
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