segunda-feira, 17 de maio de 2010

Coisas antigas...explicam o agora

No meu silêncio há vozes que gritam verdades que me recuso a ouvir.
Paraliso os gestos carregados de emoção, mas ainda assim é grande a agitação que me domina.
Tento fugir focando o vazio, mas falho, pois o que fito são as cenas fortes que não deveriam ser fatos.
Não me atrevo à pretensão do tudo, mas até quando me bastará ter nada?
Nunca a proximidade me pareceu tão distante.
Parece-me que a tão desejada unidade existe apenas no afastamento.
A companhia da solidão consome um tempo que não possuo e divide as fantasias que deveriam ser conjugadas.
Hoje os sonhos são como vultos num nevoeiro do outono.
Que venha o sol e dissipe a bruma que os envolve e traga a esperança que os faça reais.

Márcia Régis
Rio, 05/04/2005

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