Escrever é para mim uma opção saudável, disponível e fácil para organizar as idéias, retomar os bons ânimos e fortalecer-me para continuar com a tentativa de estabelecer a pseudo aparência de normalidade que todos esperam que haja.
Antes de findar esse texto meus sentimentos terá percorrido todos os extremos das emoções. Indo e vindo numa variação absurda, cheia de contra-sensos e impossibilidades até invarialmente alcançar um estado de total condescendência, mesmo que este em nada combine com a minha personalidade.
Nesse vale de grandes proporções, nesse deserto que resseca as lágrimas mas que alimenta o entrave na garganta, até quando e quantas palavras serão suficientes para frequentes cartases?
Assumo a dependência diária, crônica e progressiva de minha mãe. Quisera poder mudar isso sem contudo faze-la sofrer.
Mas estou cansada de ser condicionada a tantas responsabilidades impostas.
Viver sobrevivendo é contradizente e falta de inteligência.
Não demora e sobreviver não será mais suficiente.
Consciência, responsabilidade, egoísmo, covardia. Palavras demasiadamente frequentes agora.
É quase inevitável estar sempre entre, no mínimo, dois caminhos.
No final desse labirinto as opções são claras e desafiadoras.
Tenho escolhas.
Posso faze-las.
Mas entre o ter e o poder fazer me deparo com o questionamento do dever e isso me limita a ação.
As referências do passado são remotas e pouco ajudam.
A realidade de agora me aprisiona.
A perspectiva de um futuro tão esperado é remota.
Desta forma parece-me que tudo e/ou quase todos que diretamente estão ou são ligados a mim esperam que eu pretira minhas aspirações, emoções e objetivos.
Tomara que nunca faltem as palavras.
(Natal, 23/01/2011)
domingo, 23 de janeiro de 2011
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Alguém
Quero alguém que não seja só desencontros.
Que entre junto comigo e que não esteja sempre saindo quando eu chego.
Que não seja espelho ou reflexo.
Que fale quando eu me calar.
Que dê seqüência nas minhas frases.
Que me ouça sem que seja preciso palavras.
Que não seja minha metade, mas minha extensão.
Que enxugue minhas lágrimas antes destas acontecerem.
Quero alguém com quem eu possa dividir meus defeitos tão freqüentes e multiplicar minhas qualidades raras.
Alguém que converta meus erros em acertos e que os faça evidente.
Alguém real que seja toque e forma e não apenas intenção ou imaginação.
Márcia Régis
Que entre junto comigo e que não esteja sempre saindo quando eu chego.
Que não seja espelho ou reflexo.
Que fale quando eu me calar.
Que dê seqüência nas minhas frases.
Que me ouça sem que seja preciso palavras.
Que não seja minha metade, mas minha extensão.
Que enxugue minhas lágrimas antes destas acontecerem.
Quero alguém com quem eu possa dividir meus defeitos tão freqüentes e multiplicar minhas qualidades raras.
Alguém que converta meus erros em acertos e que os faça evidente.
Alguém real que seja toque e forma e não apenas intenção ou imaginação.
Márcia Régis
Solidão
Hoje apenas olho pela janela.
Tudo parou o que motiva, o que inspira e o que revela.
Onde me vejo denuncio o que sinto, não há reflexos e não há respostas.
Há apenas a ausência nua do brilho nos olhos.
Haverá propósito no destino? Quem escreveu esta estória? Porque esse final se nem houve um início completo? Porque me apresentar a beleza em essência e tirá-la assim sem que a tocasse? Devo me contentar com essa efêmera apresentação da felicidade? Porque antes de ir, não me ensinastes a olhar como tu olhas e a sentir como tu sentes?
Não teria me entregado assim se soubesse da rapidez desse encontro. Teria me dado muito mais.
Não posso, não quero e não vou apagar teus vestígios. São marcas indeléveis que eu não posso negar. Fazem agora parte do que me fizestes ser.
Não sou eu que faço as exigências, é a tua presença em mim.
Acreditei que cedendo o controle das emoções me chegaria até você. Por várias vezes me permiti e me senti tão próxima, mas era apenas o meu desejo que se completava em você.
Hoje sei e sinto que nunca mais serei como antes.
Percebo com ansiedade e pesar que estava só na intenção de unidade e que jamais seremos nós.
Márcia Régis
Tudo parou o que motiva, o que inspira e o que revela.
Onde me vejo denuncio o que sinto, não há reflexos e não há respostas.
Há apenas a ausência nua do brilho nos olhos.
Haverá propósito no destino? Quem escreveu esta estória? Porque esse final se nem houve um início completo? Porque me apresentar a beleza em essência e tirá-la assim sem que a tocasse? Devo me contentar com essa efêmera apresentação da felicidade? Porque antes de ir, não me ensinastes a olhar como tu olhas e a sentir como tu sentes?
Não teria me entregado assim se soubesse da rapidez desse encontro. Teria me dado muito mais.
Não posso, não quero e não vou apagar teus vestígios. São marcas indeléveis que eu não posso negar. Fazem agora parte do que me fizestes ser.
Não sou eu que faço as exigências, é a tua presença em mim.
Acreditei que cedendo o controle das emoções me chegaria até você. Por várias vezes me permiti e me senti tão próxima, mas era apenas o meu desejo que se completava em você.
Hoje sei e sinto que nunca mais serei como antes.
Percebo com ansiedade e pesar que estava só na intenção de unidade e que jamais seremos nós.
Márcia Régis
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Divagar
Detesto desencontrar dissimular dissuadir distorcer desconfiar depreciar discriminar desiludir descrer desencantar desistir
Dúvidas debalde desapontam desvirtuam danificam disfarçam desencadeiam desorientam degredam
Desordem dificulta desespera desnorteia desequilibra deflagra dor
Depressão definha desestimula deforma destrói
Despeito desmesura divide distancia
Decorro diante disso demonstrando desacordo
Desfaço deviso desminto destino defectível dito determinado delineado duradouro
Discordo desprezo desnudo descarto desatino discórdia desunião desmedida
Denuncio desacato desamparo detração disparidade deturpação
Decido defiro decifro delibero desafio
Declaro defender diferenças distintas
Deduzo decoro disparo delego devir
Diserto dito dialogo descente
Declino discurso difuso dubitável
Deveras durante desabafo desacerbo detalho desfecho
DEUS distribui dádivas desvenda desvela distingui desembaraça direciona desafios diários
Descanso deleite durante devoção dedicada
Márcia Régis
(Natal, 10/6/2010)
Dúvidas debalde desapontam desvirtuam danificam disfarçam desencadeiam desorientam degredam
Desordem dificulta desespera desnorteia desequilibra deflagra dor
Depressão definha desestimula deforma destrói
Despeito desmesura divide distancia
Decorro diante disso demonstrando desacordo
Desfaço deviso desminto destino defectível dito determinado delineado duradouro
Discordo desprezo desnudo descarto desatino discórdia desunião desmedida
Denuncio desacato desamparo detração disparidade deturpação
Decido defiro decifro delibero desafio
Declaro defender diferenças distintas
Deduzo decoro disparo delego devir
Diserto dito dialogo descente
Declino discurso difuso dubitável
Deveras durante desabafo desacerbo detalho desfecho
DEUS distribui dádivas desvenda desvela distingui desembaraça direciona desafios diários
Descanso deleite durante devoção dedicada
Márcia Régis
(Natal, 10/6/2010)
terça-feira, 8 de junho de 2010
Desejo
O frescor da manhã suavizou a intensidade da noite, mas desejo é sentimento que se apazigua com mistura de cheiros e suor, em movimentos que evidenciam uma harmonia frenética, que faz explodir numa sintonia de sons.
A ausência de ritmos na noite inquieta ainda mais o corpo.
Tento ocultar o óbvio, mas o que o explícito não expressa os olhos denunciam.
Fechar os olhos não justifica. Faz lembrar ontem e querer muito mais agora.
O que fazer do desejo? Procurar você não basta. É preciso agora.
O desejo permanece...cresce sem que seja possível ceder...o corpo pede e a razão cala.
Márcia Régis
A ausência de ritmos na noite inquieta ainda mais o corpo.
Tento ocultar o óbvio, mas o que o explícito não expressa os olhos denunciam.
Fechar os olhos não justifica. Faz lembrar ontem e querer muito mais agora.
O que fazer do desejo? Procurar você não basta. É preciso agora.
O desejo permanece...cresce sem que seja possível ceder...o corpo pede e a razão cala.
Márcia Régis
domingo, 6 de junho de 2010
Alegoria
Aviso até aqui avança avassaladora agonia
Aproveito avalio assimilo aprofundo adivinho adiando admito atalho alternativo ainda amanhã
Adianto atento atesto atenho amadureço afirmo
Atraso atormenta atrapalha apreende atropela atravessa atrofia
Afora afugenta avaria assusta apressa altera aturdia
Avanço atrai avidez atributo atrativo assemelha atitude aturada apurada atual arriscada arrojada audaz
Apenas aumenta aqui ausência afetiva
Ali absolutos absurdos acontecem abscodem abrutecem abreviam
Amor alquimia absinto abstrato abriga abranda atenua apega afaga atiça aquece abrasa apaixona alvoroça apropria
Apresenta alternando ampla analogia
Antes aprova aprecia acode anima abriga aquieta abençoa adita aqueda acalma
Após apela absorve aponta aborrece atordoa abala acua acusa abomina afasta aparta abandona abate
Atualmente advertida atribulada admoestada a afoita alma amiúde aquiesce anuncia abatida abalada agradecida ajustada
Acredita agora apta alegre afiada alerta acordada aqueda acalma
Absolvida aproveita anuncia aliviada adomada aferida aprendizagem
Márcia Régis
(Natal, 06/06/2010)
Aproveito avalio assimilo aprofundo adivinho adiando admito atalho alternativo ainda amanhã
Adianto atento atesto atenho amadureço afirmo
Atraso atormenta atrapalha apreende atropela atravessa atrofia
Afora afugenta avaria assusta apressa altera aturdia
Avanço atrai avidez atributo atrativo assemelha atitude aturada apurada atual arriscada arrojada audaz
Apenas aumenta aqui ausência afetiva
Ali absolutos absurdos acontecem abscodem abrutecem abreviam
Amor alquimia absinto abstrato abriga abranda atenua apega afaga atiça aquece abrasa apaixona alvoroça apropria
Apresenta alternando ampla analogia
Antes aprova aprecia acode anima abriga aquieta abençoa adita aqueda acalma
Após apela absorve aponta aborrece atordoa abala acua acusa abomina afasta aparta abandona abate
Atualmente advertida atribulada admoestada a afoita alma amiúde aquiesce anuncia abatida abalada agradecida ajustada
Acredita agora apta alegre afiada alerta acordada aqueda acalma
Absolvida aproveita anuncia aliviada adomada aferida aprendizagem
Márcia Régis
(Natal, 06/06/2010)
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Descomedimentos
O amor é cego.
A paixão desatino.
A raiva contida faz adoecer.
O ódio é insano.
O rancor consome.
A vingança não satisfaz.
A falta de fé limita.
O excesso fanatiza.
A ignorância é omissa.
Muito conhecimento entristece.
Márcia Régis
(Natal, 03/06/2010)
A paixão desatino.
A raiva contida faz adoecer.
O ódio é insano.
O rancor consome.
A vingança não satisfaz.
A falta de fé limita.
O excesso fanatiza.
A ignorância é omissa.
Muito conhecimento entristece.
Márcia Régis
(Natal, 03/06/2010)
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