segunda-feira, 29 de março de 2010

Coisas Antigas - Indícios do fim

Parou a chuva.
Passou o tempo que podia ser nosso.
No chão o reflexo da água.
Em mim a decepção.
No tempo esperado revivi todas as expectativas.
Fragéis recordações, pois no retorno apenas a chuva

Rio, 15/3/2004

O ego masculino alimenta a dissimulação feminina.


As palavras não são subjetivas.
A fidelidade é prática e a traição é palpável.
O silêncio é a melhor hora para se ouvir.
Quando se conhece as letras é possível escrever na escuridão.
A dúvida incomoda muito mais que a certeza.

Natal, 04/3/2008


Essa inquietação que se traduz no pior dos instintos.
Medo de parar, de continuar, de permanecer, de mudar, de não ter, de não ser, do controle, de não te-lo, do tempo e da falta dele, da credibilidade e da ausência da fé.
Me alimento do que me consome.
O que é aparente - antes límpido, tranparente, forte e claro - agora é obscuro, fosco, franco e vulgar.
Diante do inconfundível trava-se uma guerra entre a razão e os sentidos.
O instito fomenta essa contenda.
E nessa batalha insana meu corpo responde em ausências de sono e de memória.
As palavras vão e vem, numa bricadeira que me encarcera, sem trazer respostas.

Natal, 06/3/2008


A pior de todas as prisões é a consciencia da liberdade. Quando nos damos conta do poder da escolha é que nos percebemos voluntariamente prisioneiros dos nossos medos.

Natal, 09/3/2008


No silêncio contido um vazio pleno, a escassez de palavras e olhos ressequidos.
Sentimentos sufocados.
No corpo uma intensa dor.
Na mente só apatia.

Natal, 07/4/2008


A realidade é uma farsa.
Só nos sonhos o que é impossível se faz real.
Não se pode viver só de sonhos.
Mas, quando se dorme é possível sobreviver deles.

Natal, 267/4/2008

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