Uma parte de mim quer parar.
Uma outra diz continue.
Uma parte de mim se pergunta pra quê?
Uma outra responde: pelo talvez.
E assim, em pedaços de mim, vivo sobrevivendo sob a navalha da dúvida.
Natal, 30/5/2008
Ele já haiva ido faz tempo.
Eu é que insistia em não aceitar a realidade.
Fiz tudo para que hoje não fosse apressado e que talvez nem acontecesse.
Fechei as portas e janelas.
Mas, esqueci que a luz entra pelas frestas.
Então o dia se fez claro e real.
Sem arrependimentos ou remorsos, deixando para trás todas as recordações, assim ele se foi encerrando anos de uma estória que parecia nossa.
E me aprisionando na solidão ele se fez livre.
Me ofuscando os olhos ele saiu com olhos cheios de sonhos.
Como quem se livra de um peso, como quem volta a respirar outra vez, sem olhar para trás, sem hesitação ele se foi.
Natal, 31/5/2008
segunda-feira, 29 de março de 2010
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